
Texto 8 - O que será que ela pensa?
Hoje encontrei um texto de Joaquina, escrito em 2002. Na data marcava apenas seus 15 anos e me assusta saber que seus pensamentos em relação ao amor pouco mudaram. Acho engraçado ela pensar que era madura naquele tempo...
“Defronto-me com essa vida insuportável! Como amar é vão, desnecessário e desperdiçador. Mas porque querer tanto tal condição? Deparo-me embevecida em sentimentos gratuitos. Creio que o mundo é imenso demais para prestar tão pouco; a vida é ingrata e ordinária, sendo estes dois as causas de minhas dores. A verdade é que maturidade não diminui dor alguma. Só o tempo tem esse poder, e como conseqüência das causadoras citadas acima, ele demora a passar. Sei que gostaria de muitas coisas, mas pensar assim em tal momento é estarrecedor! Dá um ar de melancolia barata, falsa crença no futuro, etc. A dor, mais do que incomoda, se mostra permanente, insolúvel.”
Hoje encontrei um texto de Joaquina, escrito em 2002. Na data marcava apenas seus 15 anos e me assusta saber que seus pensamentos em relação ao amor pouco mudaram. Acho engraçado ela pensar que era madura naquele tempo...
“Defronto-me com essa vida insuportável! Como amar é vão, desnecessário e desperdiçador. Mas porque querer tanto tal condição? Deparo-me embevecida em sentimentos gratuitos. Creio que o mundo é imenso demais para prestar tão pouco; a vida é ingrata e ordinária, sendo estes dois as causas de minhas dores. A verdade é que maturidade não diminui dor alguma. Só o tempo tem esse poder, e como conseqüência das causadoras citadas acima, ele demora a passar. Sei que gostaria de muitas coisas, mas pensar assim em tal momento é estarrecedor! Dá um ar de melancolia barata, falsa crença no futuro, etc. A dor, mais do que incomoda, se mostra permanente, insolúvel.”
