domingo, 29 de junho de 2008

E por influência do Trevisan, esse é meu primeiro haicai...

pé-de-moleque
para o moleque sem pé
nem cabeça.
De saco cheio com a vida

Por que os regimes sempre começam às segundas-feiras?
Porque as crises existenciais sempre começam aos domingos...

sábado, 14 de junho de 2008


Vício X Charme
Peque, Gregory Peck.

domingo, 1 de junho de 2008

E de um exercício estranho da faculdade, vem mais um post...

Autobiografia

Muito prazer. Falar de mim é sempre um prazer sufocante, escrever então, torna-se um doloroso duelo com a folha branca e o meu interior, sempre a olhar o teclado e a perguntar: “o que tu hoje me reserva?”. Em suma, não é o anonimato o que busco, quero que todos me conheçam, não como sou, mas como me apresento. Para começar, carrego responsabilidades e paixões que não sei bem explicar como foram escolhidas. Nasci em São Paulo e carrego comigo sem preguiça toda a inutilidade pós-moderna de viver na metrópole das oportunidades, dos lugares diversos, da miscigenação de pessoas. Contudo, sou vazia e a solidão me desperta diariamente.
Das paixões a que me referi, Escrever é a mais dolorosa, dolorosa como todas devem ser. E assim, com letra maiúscula, como quem venera uma ação e um deus. Contraventora de mim mesma, criei um blog que estranhamente me representa: http://amandakarina.blogspot.com/ e apesar da ausência rotineira, nele está o exercício da minha vaidade e a predisposição na luta contra minha essencial timidez.
Escrever bem é um sonho ainda não realizado, assim como a vontade de ser contrabaixista numa banda de punk rock. A infância assistindo astros do rock na TV talvez tenha me fascinado com o assunto. Mas porque punk? Rebeldia extremada? Falta de olhos no futuro? – The Clash, drogas, Buzzcocks, vocais agudos e mais drogas, Velvet Underground, psicodelia e mais mais drogas – Me pergunto também e não me culpo pela falta de olhar, ainda me restou algum pra saber que esse é um problema da minha geração e quando me deparo pensando assim me sinto velha. Meu único vício: um Marlboro light antes da aula, de segunda a sexta. Para a posteridade espero me sentar com os amigos, quem sabe ainda fumar mais um cigarro, e tocar Blues. Só.
Fugindo do pessimismo indiscreto, caro leitor, reflito sobre quais qualidades possuo e que o façam continuar a ler esse relato. Aparentemente carrancuda e séria, sou uma menina centrada. Isso mesmo, menina e centrada, como se fosse possível. Menina porque espero ser feliz e faço coisas para isso, apesar de não acreditar muito na possibilidade, às vezes. Ah, também espero um menino, assim, bem real e vivo, como eu, de preferência. Basta um sorriso, um afeto, um jeito de olhar e eu me desfaço, a cara toma outra forma. Sinto por todas as coisas e amo tudo que me cerca, mas é como se o tempo e os desejos em conluio me obrigassem a pensar muito antes de ter com as coisas. . É aqui que aparece a parte centrada da menina, que hoje abdica de outros desejos pra pagar a faculdade e, por isso, se sente frustrada quase todo dia, mas não se cansa de erguer os olhos pra cima e não perder o centro lá na frente onde tantas coisas ambicionadas lhe acenam. Assim sou, perambulando entre ruas desertas e multidões, um mundo de contradição e desejo, um ser humano.