segunda-feira, 29 de dezembro de 2008


Batman - O Cavaleiro das Trevas

Assisti ao segundo exemplar da trilogia de Cristopher Nolan já faz um tempão. Até comentei que o Coringa era um cara muito pós-moderno e que merecia um post. Bom, em meio a minha saga de cinéfila e encalhada, assisti novamente esse filme ontem. Também li diversas críticas, e nem todas falavam bem. Discordo dessas e até arranjei uma maneira menos enfadonha e com menos cara de "crítica inexperiente sobre um filme que não merece comentários desse tipo" pra falar da importância intelectual que esse filme teve pra mim. Decidi colocar alguns trechos das falas dos personagens principais que expressem a mensagem essencial desse negócio. Essas idéias ficaram martelando na minha cabeça e reassistir o filme as deu mais força. Espero que essas mensagens liguem um "botão incomodador" em muitos outros suburbanos pós-modernos como eu que, por acaso ou não, passarem por aqui.
  • Eu acredito que o que não o mata, simplesmente o deixa mais estranho. (Coringa para Batman)
  • Ou morre como um herói ou vive o bastante para se tornar o vilão. (Harvey Dent para Bruce Wayne)
  • Existem homens que não buscam nada lógico, como o dinheiro. Não são comprados, ameaçados, racionais ou negociantes. Têm homens que só querem ver o circo pegar fogo. (Alfred para Bruce Wayne)
  • A noite é mais escura antes do amanhecer. E prometo que o amanhecer virá. (Harvey Dent para Gotham City)
  • O único jeito sensato de viver é sem regras. (Coringa para Batman)
  • Eu não quero te matar! O que eu faria sem você? Não, não. Não, você me completa! Não fale como um deles, você não é! Mesmo se quiser ser. Para eles você é só uma aberração. Assim como eu! Precisam de você agora, mas quando não precisam eles o deixam de fora, como um leproso. Olhe, os princípios deles, suas leis, são tudo uma piadam ruim. Desistem deles assim que vêem problemas. Só são tão bons o quanto o mundo os deixa ser. Vai ver, quando esa coisa acabar, essa gente civilizada vai engolir uns aos outros. Eu não sou um monstro. Sou apenas mais avançado. (Coringa para Batman)
  • As coisas sempre pioram antes de melhorarem de verdade. (Alfred para Bruce Wayne)
  • Sou um cara de gostos simples. Eu gosto de dinamite, de pólvora e de gasolina. Sabe o que essas três coisas têm em comum? São baratas. (...) Você só se importa com o dinheiro. Essa cidade merece um tipo melhor de criminoso, e eu lhes proporcionarei isso. (Coringa para a Máfia)
  • Eu pareço alguém com um plano? Sabe o que eu sou? Sou um cão perseguindo um carro. Não sei o que fazer se eu o alcançar! Sabe, eu só faço as coisas. A máfia tem planos, os policiais têm planos. (...) Planejadores controlam seus mundinhos. Não sou um planejador. Tento mostrar aos planejadores quão patéticas são suas tentativas de controlar as coisas. Os planejadores o colocaram onde está. Você era um planejador, tinha planos e olhe como ficou. Eu fiz o que faço melhor: peguei o seu planinho e o fiz sair pela culatra. Olhe o que eu fiz à cidade com uns barris de gasolina e umas balas. Sabe o que eu notei? Ninguém entra em pânico enquanto corre como o planejado. Mesmo se o plano for horripilante. (...) Introduza um pouco de anarquia, altere a ordem estabelecida e tudo vira caos. Sou um agente do caos. Sabe uma coisa sobre o caos? É o medo. (Coringa para Harvey Dent)
  • Você é mesmo incorruptível, não é? Você não vai me matar por algum senso de moralismo inadequado. E eu não vou te matar porque você é muito divertido! Eu ach oque nós dois vamos fazer isto para sempre! (...) Acha que eu arriscaria perder a batalha pelo espírito de Gotham numa briguinha com você? Não. Você precisa de uma carta na manga. Peguei o Cavaleiro Branco de Gotham e o trouxe ao nosso nível. Não foi difícil, pois, sabe, a loucura é como a gravidade! Só precisa de um empurrão... (Coringa para Batman)
  • Achava que podíamos ser decentes numa era indecente? Você estava errado. O mundo é cruel. A única moralidade num mundo cruel é o azar. Imparcial, sem preconceitos e justo. (Duas Caras para Batman)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Feliz 2009

Virada de ano é assim mesmo, época de idéias e definições. Para o próximo ano tive algumas. Nada muito impossível, apenas planos pontuais:

- Contribuir para a paz mundial
- Não ter negócios ilegais
- Abrir uma editora não-ilegal
- Ter um filho
- Ir a Portugal
- Ter um filho em Portugal
- Aprender francês
- Ter um filho que fale francês
- Sorrir do mundo corporativo
- Continuar sorrindo (mesmo sabendo que as vezes os outros sorriem da sua cara)
- Fazer silêncio
- Gritar pedindo silêncio
- Fazer silêncio no mundo corporativo
- Gritar em Portugal
- Não gritar com meu filho
- Fazer um filme
- Tocar uma música
- Gravar uma trilha sonora
- Rir muito alto
- Rir enquanto gravo a trilha sonora
- Rir do mundo corporativo
- Rir de sotaque português
- Rir de gravidez
- Rir em francês
Sobre a cultura

Sou uma pessoa atormentada pela cultura. Devastada pela música, pelo cinema, pela linguagem. Esse tremor vital de quem escuta aquela melodia odiosa e necessária. Esse choro tão autêntico com aquela ceninha singela de estilo cinematográfico duvidoso. Essa crença maldita nas palavras mais secas, mais milimetricamente construídas para atormentados como eu. Sou alguém que se aflige por não fazer parte disso. Angustiada por ser mera consumidora, mera desbravadora, em nada natural ou criativa. Tormento nunca me pareceu uma palavra tão apropriada. Mais uma para a minha lista de relações lingüisticamente promíscuas.
Sobre escrever - Parte II

Essa coisa de escrever tem dado certo. Primeiro porque, como registrei a algum tempo, tem gente que lê esse monte de bobagens que eu penso com certa periodicidade. Segundo porque, alguns lêem e até me convidam para fazer "comprimidos". Muita gente não vai entender esse post agora, só depois. Mas o que interessa é que essa coisa de escrever tem sido uma bela surpresa. Pura satisfação pessoal. E só. Como deve ser.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Por um mundo melhor

Recomendo Alan Sieber (http://talktohimselfshow.zip.net/) a todos que ainda confiam na ironia e sarcasmo que ainda nos resta. Porque no final, é só isso que resta mesmo. Ah! E de verdade, eu confio nessas seis dicas.









The Clash + Cinema

1. The Right Profile: referência direta ao ator Montgomery Cliff.

2. Magnificent Seven: título original do filme Sete homens e um destino, western de 1968.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sobre as dúvidas dos homens

Porque é sempre mais fácil encarar uma menina sonhadora do que uma mulher hedonista.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Cotidiano ideal
ou
Pequena lista de prazeres essenciais

Comer pizza
Dirigir na Marginal
Ler Dalton Trevisan
Assistir filmes do Kubrick
Ouvir música no carro
Escrever no blog
Namorar no cinema
Dormir cedo
...
Comer brigadeiro
Dirigir na Sumaré
Ler gibis
Assistir filmes do Coppola
Ouvir música antes de dormir
Escrever no diário
Namorar no carro
Dormir tarde
...
Comer pipoca
Dirigir de óculos escuros
Ler biografias
Assistir comédias românticas baratas
Ouvir música trabalhando
Escrever bilhetes
Namorar dando risada
Dormir em rede
...
Comer fora
Dirigir acompanhado
Ler paisagens
Assistir filmes estranhos
Ouvir elogios
Escrever ironias
Namorar de verdade
Dormir sem hora pra acordar