segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sobre maturidade e Academia
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Quem por dias seguidos já acordou com a sensação de que preferia não ter acordado e de que nada no seu longo e rotineiro dia fará sentido sabe que esse lance de auto-ajuda sobre superar barreiras e acreditar em si mesmo exige muito mais do que força de vontade. Estou convencida de que a auto-estima e a autoconfiança tem apenas um pré-requisito: autoconhecimento. Cada experiência pessoal e cada reflexão sobre si mesmo proporcionam um tipo de maturidade diferente, e cada uma influencia a seu modo as atitudes e os planos que vem depois. O melhor disso tudo é perceber que, com o tempo, é possível desviar dessas barreiras cotidianas de um modo cada vez mais prático, mais racional, mais leve, e, no auge, de um modo até poeticamente irônico. Será que tudo isso não é muito óbvio? Pode até ser, mas escrever esse parágrafo foi essencial para o meu exercício de autoconhecimento.
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Me deparei pensando essas coisas há alguns dias quando encontrei o texto abaixo entre uns papéis perdidos. Escrevi quando estava no segundo semestre da faculdade, após a quarta recusa na solicitação de bolsa estudantil. Reler esse texto agora me impulsionou a escrever o parágrafo acima e sei que é muito ingênuo mas, só agora faz sentido dizer, que hoje eu passaria por isso sem tantas inseguranças e sem tanto desespero.
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"Nunca terei orgulho em falar daqui. Afirmo com serenidade que os julgamentos sociais a que sou submetida conspiram para uma empurrada vertical cada vez mais para baixo. Essa universidade como mais uma das instituições sociais comprometidas com a reprodução e manutenção das massacrantes relações de poder e da burocracia se arrependerá do empuxo. Meu salto extrapola o empurrão e a PUCSP não me encerra como cidadã acadêmica. Se minhas aptidões e compromisso intelectual inegáveis não são suficientes a essa valiação, então estufo o peito, risco a vida mais dois anos e, de saída, não carrego esse nome com alegria. PUCSP: quem faz se orgulha. De quê?"

4 comentários:

dinu_yingyang disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
may disse...

suas palavras descrevem o meu hj...
elas cabem de uma maneira foda*

Milasso disse...

Ler isso hoje, justamente neste momento, depois de eu ter falado com uma pessoa que está mal pq recebeu um telefonema da ex, só reforça a minha tese de que o auto-conhecimento, ou o que alguns chamam genericamente de tempo, faz com que os dramas outrora vividos parecem tão menores quando nos distanciamos deles...
No ponto, como sempre, minha amiga.
bjs

Milasso disse...

pareçam*