Conhecer lugares novos está no meu metódico e fatídico plano de metas para 2010. O estado do Mato Grosso nunca me provocou tanta curiosidade, devo reconhecer que as facilidades econômicas e a média distância foram as motivações iniciais. Uma pesquisa rápida no Google me apresentou o Pantanal e a Chapada dos Guimarães, que sem dúvida me deixaram muito empolgada, apesar de saber que passaria a maior parte do tempo no interior.
.
Lucas do Rio Verde é uma cidade de aproximadamente 30 mil habitantes, fica a 396 km de Cuiabá e há alguns meses completou 22 anos do aniversário de sua fundação. Eu nasci antes dessa cidade. Me causou muita estranheza visitar uma cidade que não tem museus e em que seus prédios públicos são de arquitetura contemporânea, estão sempre limpos...
Lucas do Rio Verde é uma cidade de aproximadamente 30 mil habitantes, fica a 396 km de Cuiabá e há alguns meses completou 22 anos do aniversário de sua fundação. Eu nasci antes dessa cidade. Me causou muita estranheza visitar uma cidade que não tem museus e em que seus prédios públicos são de arquitetura contemporânea, estão sempre limpos...
.
O tédio interiorano bateu algumas vezes e, sem museus para visitar, quis dar uma volta de carro (iniciativa típica inclusive quando há o tédio paulistano). Ao percorrer o Bairro Industrial me deparei com imensos campos de plantação de soja, milho e algodão. Eram campos imensos, largos, descampados por conta do vazio sanitário. A amplidão era infinita, o vento constante dividia força com o sol robusto e me fez sentir, pela primeira vez, fisicamente perdida. Já me perdi no trânsito, dos meus pais quando era criança, mas dessa vez foi diferente. Aquele espaço vasto, liso, alinhado, povoado em alguns trechos por extensos campos de algodão com um horizonte infinito, fez com que eu me sentisse pequena diante de tudo o que é possível conhecer.
.
O tédio interiorano bateu algumas vezes e, sem museus para visitar, quis dar uma volta de carro (iniciativa típica inclusive quando há o tédio paulistano). Ao percorrer o Bairro Industrial me deparei com imensos campos de plantação de soja, milho e algodão. Eram campos imensos, largos, descampados por conta do vazio sanitário. A amplidão era infinita, o vento constante dividia força com o sol robusto e me fez sentir, pela primeira vez, fisicamente perdida. Já me perdi no trânsito, dos meus pais quando era criança, mas dessa vez foi diferente. Aquele espaço vasto, liso, alinhado, povoado em alguns trechos por extensos campos de algodão com um horizonte infinito, fez com que eu me sentisse pequena diante de tudo o que é possível conhecer.
.
Nos dez dias seguintes voltei algumas vezes para a estrada e contemplei meu infinito particular. Os primos estranharam, queriam me levar pra ver uns filmes legais, coisas assim, mas eu sempre preferia a estrada. Tanta meditação me trouxe de volta a São Paulo revigorada para rever o metódico plano de metas, mas dessa vez sem culpa, e sim apenas com uma felicidade conformada por saber que eles nunca serão o suficiente.
0 comentários:
Postar um comentário